Pessoal, o Italiano começa hoje, mas eu saio pras minhas férias. Volto só no final de setembro.
Fiquei devendo um post sobre Giacinto Faccheti, eu sei. Mas quando voltar reproduzo aqui a seção “Mortos Vivos” da próxima edição da Placar, que será dedicada justamente ao ex-jogador e presidente da Inter.
Como já aconteceu mais de uma vez, agradeço se os nomes mais assíduos nesse blog me mantiverem informado (sobre coisas que eu não vou ter como me informar na volta) postando nos comentários abaixo. Que tal?
Como agradecimento, farei o seguinte: entre os que colaborarem (e deixarem seu nome completo, cidade e email), vou sortear os três primeiros DVDs de uma série da Gazzetta dello Sport sobre a seleção italiana (é preciso de leitor de DVD que reproduza filmes europeus).
Sortear, não. Na volta, eu penso um jeito mais bacana de escolher o vencedor dos três DVDs. Talvez uma espécie de Bolão entres os colaboradores, algo do gênero.
É ele o culpado por minha ausência deste espaço nos últimos tempos. Mas acho que valeu a pena... nas bancas de todo o Brasil a partir do dia 10. A capa é esta:
Fazendo as matérias sobre o Italiano ficou evidente a debandada de talentos do torneio – principalmente por causa da queda da Juventus. O Corriere della Sera, aliás, fez uma brincadeira a respeito, montando uma seleção dos jogadores que deixaram o futebol italiano para esta temporada. O time é o seguinte:
Andujar (Palermo), Stam (Milan), Cannavaro (Juventus) e Thuram (Juventus); Tommasi (Roma), Emerson (Juventus), Kily Gonzalez (Inter), Zambrotta (Juventus) e Rui Costa (Milan); Shevchenko (Milan) e Martins (Inter).
No banco ainda estão nomes como César, Tavano, Mido, Voggel, Cufrè, Menegazzo, Zé Maria, Veron, Wome, César, Amoroso, Nonda...
Outra constatação interessante: fazendo as médias de gols dos últimos campeonatos nacionais, caiu o mito do Italiano como campeonato com menos gols. Olha as médias de 2005-06 aí:
Alemanha – 2,81 gols por jogo
Itália – 2,60
Inglaterra – 2,47
Espanha – 2,46
Portugal – 2,22
França – 2,13
Isso quer dizer muito? Não. Até porque, eu sempre disse, muito gol não é necessariamente conseqüência de qualidade – ou alguém acha o Alemão o melhor dos torneios acima? Mas temos que parar de dizer que futebol “na Espanha é legal porque tem muito gol e na Itália é chato porque tem pouco”. É meio simplista. E meio besta.
Sim, teve gente falando em revanche depois da merecida vitória da França por 3 x 1 sobre a Itália, em Paris. Não dá, né?
Também teve gente falando da volta do Lippi no lugar do Donadoni. E também não dá... Ou esqueceram que o Lippi saiu porque quis? Eu faria o mesmo. Depois de ganhar um Copa, vai ficar (ou voltar) pra quê? Né, Parreira?
E um pouco mais de calma com Donadoni. A seleção italiana vive uma mistura de ressaca pela vitória na Copa com falta de preparo pelo atraso do Campeonato Italiano. Que o time terá que se reformular para 2010, não há dúvidas, embora a base do Mundial possa (mesmo não sendo recomendável) ser integralmente mantida para a Euro – acho cedo pra dizer, como dizem, que a Itália já corre “sério risco” de ficar fora da fase final, em 2008. Faltam “só” 10 dos 12 jogos...
E um rápido comentário sobre a França: parece que Ribery vai assumir sem traumas a condição de novo líder da seleção depois da saída de Zidane. Mesmo com Henry por lá.
ps: recebi o link do vídeo abaixo por e-mail. Das inúmeras homenagens ao título da Itália que vi no Youtube, é uma das melhores...
Colocando novidades no
esquecido blog e preparando a saída para as férias, uma propaganda (antiga,
sim) da Sky italiana cujo slogan é “o grande futebol sempre com você”.
Engraçadinha, e eu não tinha
visto...