Feiúra do futebol à parte, o placar deixa a Itália vivíssima na briga por uma das duas vagas à Euro. A derrota da França para a Escócia por 1 x 0 foi boa para a Azzurra? Pensando pragmaticamente, acho que não: com o resultado, os escoceses se credenciam de uma vez por todas como candidatos a uma das vagas. Já a França sempre foi e continua sendo.
Ah, sim: a Lituânia, aquela mesma que empatou com a Itália por 1 x 1 em Nápoles, sofreu para bater as Ilhas Faroe por 1 x 0. O gol saiu no finalzinho do jogo.
A classificação da chave após três rodadas:
1-Escócia - 9 pontos /+5 de saldo
2-França - 6 / +4
3-Itália - 4 / 0
4-Lituânia - 4 / 0
5-Geórgia - 3 / -4
6-Ilhas Faroe - 0 / -13
E os jogos de quarta:
Ucrânia x Escócia
Geórgia x Itália
França x Ilhas Faroe
Concurso dos DVDs:
Ainda temos três concorrentes no páreo, os que acertaram Itália 2 x 0 Ucrânia. Agora, vocês três deixam o palpite para Geórgia x Itália. Não vale repetir: portanto, quem ler primeiro este post tem a vantagem de poder apostar primeiro. O segundo não pode colocar o mesmo placar, e o terceiro também tem que palpitar diferente dos dois primeiros. Quem ainda concorre:
O gol de pênalti de Oddo: até então, a coisa tava difícil...
Se não vencesse a Ucrânia sem Shevchenko neste sábado, o técnico da seleção italiana, Roberto Donadoni, ficaria com seu cargo seriamente ameaçado. Não ficou. Mas só porque o time venceu por 2 x 0 (a primeira vitória da Era Donadoni), não porque tenha jogado bem. Oddo, cobrando pênalti cometido sobre Toni, e o próprio Toni, após lindo lançamento de Di Natale e finalizando muito bem, marcaram.
A contrário do time de Lippi, que podia até não fazer partidas brilhantes mas não corria risco algum, o de Donadoni correu o risco de perder. E em nenhum momento brilhou na frente – ok, pode-se excluir o segundo gol e uma jogada que acabou em defesa do goleiro ucraniano; nos dois casos mérito da dupla Toni-Di Natale (que entrou bem, no meio do segundo tempo).
Eu poderia aqui fazer alguns comentários de aspecto tático. Mas não os farei. Limito-me a dizer, como já disse muitas vezes, que essa mania dos italianos em transformar seus meias criativos em atacantes é prejudicial ao futebol do país. Viver de bicões do Materazzi para frente é difícil...
Bom, como não agüentei, continuo: deve-se definir, de uma vez por todas, que Gattuso é o volante que fica, o pára-brisa da defesa (até pelo que corre, é o nome ideal para a função). De Rossi e Pirlo são volantes que sabem jogar, mas se um deles deve ser eleito o camisa 10, o cérebro do time, que seja o primeiro – e tenha assim diminuída sua responsabilidade de marcação.
Show mesmo só deu a torcida, que ao som de White Stripes incentivou o time do começo ao fim (foram ouvidas algumas vaias a Donadoni antes do jogo, mas só). Será que essa mesma torcida aparentemente mais italiana do que romanista torcida teria vaiado Cassano? Não concordo com a tese. Na verdade, nem com a de que Donadoni não convocou o atacante por isso.
"A Roma pode vencer o scudetto. Se pensarmos individualmente, a Inter é o time que tem algo a mais, mas durante uma temporada longa estou certo que as características que distinguem a Roma podem emergir"
Falcão para o Guia dos Campeonatos Europeus da Placar, quando perguntado sobre quem seria o campeão italiano:
"Inter ou Palermo"
Será que o Rei de Roma respondeu com o coração aos jornalista italianos? Foi diplomático e fez uma média com a torcida romanista? Ou terá mudado de idéia após as poucas rodadas do calcio? A julgar pelo desempenho inicial da Inter, a última hipótese não pode ser excluída.
Numa notinha publicada nesta quinta-feira pela Gazzetta dello Sport, o jornal deixa transparecer certa antipatia em relação aos franceses. Diz o seguinte:
...tem mais motivações a irritação de Materazzi em relação a Zinedine Zidane, que, com o nariz empinado típico dos franceses, ainda não se dignou a fechar o episódio da cabeçada de Berlim de uma maneira civilizada.
A frase de Materazzi que motivou o texto do jornal foi a seguinte: "Procurei fazer as pazes com ele de todas as maneiras, mas agora cansei. Já disse isso até para a Fifa."
A cabeçada, realmente, virou questão diplomática. Os jornais dos dois países têm constantemente estereotipado italianos e franceses para explicar o episódio e suas consequências. Os italianos chamam os franceses de arrogantes, que por sua vez chamam os italianos de imorais. Os únicos que não têm caído nessa linha são os dois jogadores: Zidane já disse que ama a Itália, onde jogou por muito tempo; e Materazzi jamais dirigiu a Zidane críticas por suas características, digamos, francesas.
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A final da Liga dos Campeões da Europa em 2009 será em Roma. Mas, cá entre nós, dificilmente terá um time da cidade em campo.
A mais provável Seleção Italiana para jogar contra a Ucrânia, no sábado: Buffon, Oddo, Cannavaro, Materazzi (Nesta) e Zambrotta; Gattuso, De Rossi, Pirlo e Camoranesi; Toni e Del Piero (Di Michele).
PS: Gostaram da nova barrinha lá em cima? De novo, um grazie ao Rogério Andrade, editor de arte aqui da Placar.
Todo mundo já deve ter visto, eu sei. Mas como este blog sempre acompanhou de perto o "caso da cabeçada", eu não podia deixar de divulgar esse último desdobramento: o comercial feito pela Nike para ser exibido em diversos países europeus — França fora, claro.
PS: passam a ser 18 os leitores com possibilidades de concorrer aos DVDs da Itália: Braitner e Renan também estão dentro. Aqueles que estiverem entre os 18 e ainda não deixaram o palpite para Itália x Ucrânia, devem fazê-lo no post abaixo.
Bom, pessoal, temos 16 pessoas que deixaram nome e email no tópico para ganhar os DVDs. Se alguém já tinha deixado uma mensagem ali e esqueceu de colocar o email, pode fazê-lo agora, nos comentários desse post. Mas é claro que só vou considerar quem tinha deixado um dos 200 comentários naquele tópico.
Pra definir quem leva os três DVDs, façamos assim: os leitores abaixo deixam sua mensagem dando um palpite para o jogo Itália x Ucrânia, que acontece no sábado, no estádio Olímpico de Roma. Se alguém acertar o placar sozinho, leva os DVDs. Se acertar junto com outro concorrente, a gente faz um "segundo turno" no jogo contra a Geórgia, no meio da próxima semana. Combinado?
Os nomes abaixo, então, podem deixar seus palpites:
Com 200 comentários no post de baixo. Legal, e obrigado pelas informações. Vou consolidar aqui, em breve, os nomes e e-mails das pessoas que colaboraram, e bolar um jeito de definir quem leva os DVDs, ok?
Volto com a Roma na liderança do Italiano ao lado do Palermo – esse, quem diria, uma das apostas do Falcão para levar o scudetto segundo o Guia dos Europeus.
Volto com uma Inter como sempre titubeante, que, apesar do elenco milionário, da ausência da Juventus e da penalização do Milan, não consegue se manter na ponta do Italiano e está seriamente ameaçada de ser eliminada da Liga dos Campeões. Que sina...
Volto com a Juventus fazendo bonito na Série B e mostrando que, sim, é possível retornar à Série A já na próxima temporada, apesar dos pontos negativos com que começou neste ano.
Volto com o Milan também um pouco cambaleante, aparentemente sentindo muita falta de Shevchenko (que, aliás, vai mal no Chelsea). Mas, mesmo assim, um Milan mostrando que chegar na dianteira do Italiano também não será impossível pela fragilidade dos rivais.
Volto e vejo a classificação de uma Liga dos Campeões onde os times italianos ganharam apenas sete pontos dos 18 disputados. Pouco, muito pouco para a tradição do futebol do país.
Volto e confiro os grupos dos três italianos classificados para a próxima fase da Copa da Uefa. O Livorno pega Auxerre, Rangers, Maccabi Haifa e Partizan; o Parma encara Feyenoord, Sevilla, Wisla e Blackburn; e o Palermo – que dureza – terá pela frente Newcastle, Celta, Eintracht Frankfurt e Fenerbahçe.
Volto e vejo que Donadoni não convocou Cassano para os jogos da Itália contra Ucrania e Georgia pelas eliminatórias da Euro. Ele garantiu que não foi por medo de que o atacante seja vaiado pela torcida da Roma, no estádio Olímpico da capital, contra os ucranianos, no sábado. Seja qual for o motivo, para mim, ele errou.