Minha impressão sobre as reduções? Houve um "ajuste de contas" no sentido de não deixar Lazio e Fiorentina correrem risco de rebaixamento. A lógica foi "vamos punir, vamos impedi-las de brigar pelo título e até de brigar pela Liga dos Campeões, mas sem fazê-las correr o risco de cair".
Com a Juventus, o raciocínio pode ter sido o de garantir a volta para a série A ao final da temporada. Na minha opinião, a Juve nem precisaria disso, pois vinha com um aproveitamento de cerca de 90% na série B, quando lhe bastaria, provavelmente, por volta de 70% (com a pena integral) para voltar à elite.
Mas a verdade é que os crimes (e, portanto, as punições) de Lazio, Fiorentina e Juventus estão intimamente ligados. Reduzir a punição de um e não reduzir as dos demais não faria sentido. Os -8 pontos do Milan são outra história e, por isso, o time de Berlusconi não contou com a mesma benevolência da corte.
Sou da opinião que não se pode mudar as punições no meio do campeonato, sob a pena de parecer (mesmo que não seja o caso) um ajuste de contas como o que expliquei nas linhas acima.
É até verdade, como havia dito o Marquinhos num comentário de um post anterior, que o tempo para julgar um processo tão complicado havia sido curto. Mas a justiça esportiva existe pra isso mesmo: ser ágil e resolver impasses em um curto período de tempo, impedindo que os torneios sejam prejudicados durante o seu decorrer. Procura-se analisar o máximo de informações possíveis, balancear os pesos dos culpados e dar um veredicto o mais próximo possível do ideal, daquele que seria dado pela justiça comum.
A decisão anterior da justiça esportiva italiana podia até ter ficado um pouco mais longe desse "ideal". Mas era, certamente, menos suspeita que esta de hoje.