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SOBRE AEK 1 X 0 MILAN
No jogo de ontem a fase do Milan (classificado na Liga, apesar de tudo) contou mais do que sua superioridade técnica. Inzaghi perdeu três gols feitos e chutou uma bola na trave. E o AEK, numa das poucas chances, ganhou graças a uma falha de Dida. Outras observações:
- Ricardo Oliveira não justificou a confiança que Ancelotti tinha depositado nele bancando-o como titular desde sábado passado.
- Os torcedores do Milan que esperavam ver em Gourcuff uma explosão como a de Kaká logo na primeira temporada já devem ter perdido as esperanças.
- Com a queda de rendimento de Pirlo, a "kakádependência" do Milan é cada dia mais evidente. Ou o brasileiro resolve o jogo sozinho, ou não se resolve.
- A defesa com Brocchi na lateral-direita e Bonera na esquerda era impensável antes do campeonato. Mas com Cafu, Kaladze, Simic, Nesta e Serginho machucados... que fase!
As notas da Gazzetta: Dida 5, Brocchi 6, Costacurta 6 (Jankulovski 6), Maldini 6,5, Bonera 6, Gourcuff 5,5, Pirlo 5,5, Seedorf 5,5, Kaká 5, Ricardo Oliveira 5,5 (Boriello 6), Inzaghi 5.
Escrito por Gian Oddi às 11h48
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PLACAR DE DEZEMBRO
Eis a capa nacional:

Escrito por Gian Oddi às 11h30
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NOTAS ATRASADAS...
Fiquei devendo as notas da Inter na vitória sobre a Reggina por 1 x 0 e as da Roma na goleada por 7 x 0 contra o Catania. Aí vão, segundo a Gazzetta dello Sport:
INTER
Júlio César 6,5
Zanetti 7 (o melhor)
Cordoba 6,5
Samuel 6
Burdisso 5
Solari 5
(Maicon 6)
Vieira 6,5
Stankovic 5,5
Figo 5
(Dacourt 6)
Crespo 6,5
Júlio Cruz 6
(Adriano 5,5)
ROMA
Doni 6,5
Cassetti 6,5
Ferrari 6
Chivu 6
Panucci 7 (o melhor)
De Rossi 6,5
(Aquilani 6,5)
Pizarro 6,5
Taddei 6,5
Perrotta 7
(Montella 6,5)
Mancini 6,5
(Vucinic 6)
Totti 7
- A perda de Júlio Cruz, que só volta a jogar em 2007, será muito sentida pela Inter. Principalmente se Adriano continuar jogando o que vem jogando.
- No Milan, Ricardo Oliveira ganhou moral com Ancelotti nos últimos jogos (apesar de não marcar). É o único atacante confirmado para jogar hoje contra o AEK. Gilardino, Inzaghi e até Boriello disputam a outra vaga.
Escrito por Gian Oddi às 10h26
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NA ITÁLIA, GOLEAR VIROU POLÊMICA
A Roma está jogando muito mesmo. Ontem goleou o Catania por 7 x 0, deu show por quase 90 minutos, sem baixar o ritmo, e credenciou-se como principal rival da Inter (que sofreu para bater a Reggina em Milão, por 1 x 0) na briga pelo scudetto.
E do quê se falou na Itália depois do jogo? Boa parte do noticiário foi tomada por uma polêmica: há quem defenda que a Roma deveria ter diminuido o ritmo, parado de atacar e buscar mais gols.
Logo após a partida, assisti na RAI ao sempre ótimo comentarista Italo Curci dizer isso. Lembrava ele que a Roma teria o jogo de volta e que esse jogo certamente seria mais difícil por conta dos 7 x 0. Argumentava também que há "certas regras não escritas" no futebol. Uma ética entre os jogadores e técnicos, que não fora respeitada.
Um técnico convidado do programa falou que por uma questão de orgulho profissional jamais pediria aos seus jogadores para que diminuíssem o ritmo. Mas disse que esperaria (e torceria) para eles o fizessem por conta própria, sem precisar receber essa ordem.
Depois do jogo, Luciano Spaletti, o técnico da Roma, ficou na porta do vestiário do Catania e cumprimentou, um a um, os adversários. Mostrando certa culpa pela goleada aplicada, dizem alguns. Só um jogador do Catania, o defensor Stovini, não apreciou o gesto do técnico romanista.
Spaletti explicou-se à imprensa pouco depois: "Não temos que nos justificar por nada. Parar de atacar teria sido uma falta de respeito com o público presente".
Mas o técnico irritou Pietro Lo Monaco, dirigente do Catania. "Não entendi as ‘desculpas’ de Luciano Spaletti aos nossos jogadores no fim do jogo. Ele podia ter nos poupado disso. Primeiro eles agridem e depois se desculpam. Eles agrediram um morto e do ponto de vista humano e ético isso não é bonito", afirmou.
O presidente do Catania, Antonino Pulvirenti, não mudou muito o tom: "Não tenho nada contra Spaletti. Tenho contra quem não respeita aquelas regras não escritas que deveriam ser respeitadas. Aceito o resultado. Mas, ontem, Spaletti estava se sentindo um semideus. Quando ele voltar à terra entenderá as coisas que fez. Sobre o Spaletti que hipocritamente dava tapinhas nas costas dos jogadores, eu gostei mais do Spaletti que motivava continuamente seus jogadores. Pelo menos, era coerente".
A partir de agora, na Itália, um time vai pensar duas vezes antes de golear. Comentem vocês.
Escrito por Gian Oddi às 13h38
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