Eis que surge a polêmica, quase um caso de Estado: os hooligans ingleses foram vítimas ou culpados pelas brigas ocorridas tanto dentro como nas cercanias do Olímpico durante o jogo entre Roma e Manchester? O governo britânico pede explicações, o prefeito de Roma garante que não houve abuso dos policiais e a imprensa sensacionalista britânica põe lenha na fogueira antes de qualquer conclusão, com títulos como "Roma, território hostil. Torcedores do Manchester agredidos".
Minha experiência com hooligans é pouca. Durante a última Copa, passei o dia de Inglaterra x Suécia todo em Colônia, ao lado da torcida inglesa. Desfiz assim a (má) imagem de fortes valentões inconseqüentes que eu tinha dos hooligans. Descobri o que são, na verdade: um grupelho de pirulões frustrados, quase todos com bochechas cor-de-rosa, que de tão travados precisam encher a cara para se soltar um pouquinho e dar um berro no estádio.
Começam o dia tímidos, quietos, inexplicavelmente quase envergonhados por sua existência, e o encerram atazanando quem quer que passe na frente. Fazendo brasileiro se juntar com argentino, palestino dar as mãos a israelense, iraquiano ficar lado a lado de americano. Todos contra os ingleses (esses ingleses, claro) — seja com gritos de guerra ou, lamentavelmente, com guerra mesmo.
E os tais hooligans, patéticos, acabam as noites estirados pela sarjetas, enrolados em suas bandeiras e semi-mortos — por cacetadas de policiais e "rivais" ou, no melhor dos casos, muito álcool na cabeça.
Agora, se os bochechas rosas são culpados pelos 18 feridos de ontem? Não sei. Só sei que, infelizmente, os torcedores da Roma não devem nem pensar em ir para Manchester na semana que vem...
Hooligans ingleses clicados pelo fotógrafo Ricardo Corrêa, que "fazia a ronda" comigo depois de Inglaterra x Suécia
PS: Hoje, a Gazzetta dello Sport publicou uma notícia dizendo que Silvio Berlusconi teria reprovado, numa conversa com amigos, a renovação de contrato com Dida até 2010. Teria feito sérias críticas ao brasileiro por sua atuação contra o Bayern.
Há pouco, a própria Gazzetta publica a seguinte frase do dono do Milan: "Fiquei estupefato com o título da Gazzetta dello Sport. É exatamente o contrário: ele não teve culpa em nenhum dos gols contra o Bayern. Não o trocaria por nenhum outro goleiro."
PS 2: Taddei foi eleito pela Gazzetta dello Sport o melhor jogador da Roma contra o Manchester. Levou nota 7, contra 6,5 de quatro jogadores: Totti, Mancini, De Rossi e Vucinic.
Dei uma olhada geral nos sites e fóruns italianos e o sentimento quase unânime é de uma alegria contida. Para resumir numa imagem, é um sorriso meio amarelo. Elogios ao belo futebol da Roma e uma vitória noticiada como "boa" com certo comedimento.
Faz sentido: a maioria dos romanistas de bom senso assinaria uma vitória, qualquer que fosse, antes do jogo. Só que, pelo que jogou, o time italiano poderia ter vencido por 3 x 1 ou, melhor ainda, 2 x 0. Não fosse assim, aliás, o Manchester não teria saído de campo contente, como pareceu sair.
Fiquei surpreso, pois esperava uma Roma mais recuada, talvez com aquele esquema anunciado antes do jogo: Ferrari na zaga e Chivu como volante. Mas Spalletti não temeu os contra-ataques de Cristiano Ronaldo e ousou. Por pouco, não foi muito bem recompensado.
Agora, sinceramente? No jogo em Manchester, provavelmente com Pizarro atuando no lugar do suspenso Perrotta, faria justamente o esquema que era anunciado na partida do Olímpico. E apostaria em Totti e Mancini para, quem sabe, fazer o golzinho que complicaria e muito a vida dos ingleses.
De qualquer forma, resultado à parte, a Roma provou que pode jogar de igual para igual com o Manchester, seja onde for. E isso já é muito.
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Ficou difícil para o Milan. Haverá quem dirá que o time não venceu apesar de beneficiado pelo pênalti marcado em Kaká quando o jogo estava 1 x 1. Não é bem assim. Acho até que foi prejudicado pelo gol anulado de Gilardino quando a partida estava 1 x 0 — e o atacante ainda levou um cartão amarelo que o obrigará a ficar fora do jogo de Munique.
Justiça seja feita a Ancelotti, o Milan jogou bem e só não abriu uma vantagem maior por causa das belas defesas de Rensing e, por exemplo, um gol feito desperdiçado por Kaká. O Milan com os três volantes de Ancelotti jogava bem e quase não corria riscos. No final, naturalmente, deu espaço para que o Bayern ficasse com mais posse de bola — mas sem criar grandes chances.
E levou dois gols que, na prática, quase o obrigam a ganhar na Alemanha. E provavelmente com Inzaghi como titular. Como eu disse, ficou bem difícil.
Para ler o relato do jogo no site da Placar, clique aqui.
PS: E o PSV mostrou porque era o adversário dos sonhos de todos antes do sorteio das quartas-de-final da Liga: levou, em casa, uma chocolatada por 3 x 0 do bom Liverpool.
Depois do YouTube, o clube sai na frente na tal Fórmula Superliga, como dá pra conferir na foto e notícia abaixo.
E é esperar para ver se daqui a quatro horinhas os milanistas também estarão comemorando ter largado na frente nas quartas-de-final da Liga dos Campeões.
Fonte: GLOBOESPORTE.COM
RIO DE JANEIRO - O futebol entrou no automobilismo com a criação da categoria Fórmula Superliga (Superleague Formula). Nesta segunda-feira, o Milan teve seu carro apresentado no centro de treinamento Milanello, em Milão. Paolo Maldini, capitão do time rubro-negro, posou para fotos no modelo, junto com os dirigentes do clube e da nova categoria.
De acordo com a organização da categoria, outros três clubes europeus já estão confirmados: PSV Eindhoven, Porto e Olympiakos. Além deles, a organização informou que está negociando com Flamengo, Real Madrid, Barcelona, Valencia, Inter de Milão, Lyon, Olympique de Marselha, Borussia Dortmund, Schalke, Boca Juniors, Basel (SUI), Galatasaray (TUR), Anderlecht (BEL), Gotemburgo (SUE), Lokomotiv Moscou (RUS), América (MEX), Shanghai Shenua (CHN) e Bluewings (COR). O objetivo é ter pelo menos 20 carros no grid na estréia da categoria, em agosto de 2008.
O carro do Milan foi construído pela fábrica americana Elan Motorsports. Ele será equipado com um motor V12 de 750 cavalos e 4,2 litros desenvolvido pela Menard, sediada em Leafield, na Inglaterra. Os competidores vão brigar por um prêmio de mais de € 1 milhão (R$ 2,7 milhões) em cada corrida.
Abaixo segue o vídeo do gol da rodada, feito pelo brasileiro Maxwell no jogo Inter 2 x 0 Parma. Vale dizer, também, que Adriano foi eleito o melhor em campo pela Gazzetta, com a nota 7.
Sobre o clássico, com atraso, e já olhando pra frente: apesar do empate, a Roma jogou muito bem e, se repetir a atuação que teve contra o Milan, até tem chances de se sair bem contra o Manchester. Quem tem visto os jogos do ingleses sabe porque eu disse "até tem chances".
Já o Milan, se jogar como jogou contra a Roma, pode ter sérias dificuldades para passar do Bayern. Um adversário, hoje, bem inferior ao que a Roma vai enfrentar.
Os resultados e autores dos gols da rodada:
Reggina 0 x 1 Siena S: Bertotto
Roma 1 x 1 Milan R: Mexes; M: Gilardino
Atalanta 2x 2 Fiorentina A: Loria e Doni; F: Reginaldo e Pazzini
Cagliari 2 x 0 Messina C: Biondini e Budel
Chievo 1 x 1 Sampdoria C: Brighi; S: Quagliarella
Empoli 4 x 1 Ascoli E: Pozzi (2) e Saudati (2); A: Soncin
Inter 2 x 0 Parma I: Maxwell e Crespo
Livorno 4 x 1 Catania L: Lucarelli (3) e Fiore; C: Sottil
Torino 0 x 0 Palermo
Udinese 2 x 4 Lazio U: Di Natale e Iaquinta; L: Stendardo, Mauri, Behrami e Rocchi